Quando o bom se torna ruim

#014 25 Quando o bom se torna ruim II

Você se considera uma pessoa perfeccionista?

Saiba que isso, levado ao extremo, pode te prejudicar, tanto na sua vida pessoal quanto na sua carreira. Encontrar o ponto de equilíbrio entre o desejo de perfeição e a busca pela excelência é um grande desafio.

A busca pela excelência se torna perigosa quando se transforma em perfeccionismo, pois isso pode levar à procrastinação, autocobrança excessiva, medo de errar e até esgotamento emocional.

O perfeccionismo de um modo geral serve para motivar pessoas a entregar trabalhos de qualidade superior, mas a busca obstinada pela perfeição pode levar ao esgotamento.

O perfeccionismo em geral cria uma pressão constante por resultados impecáveis, dificultando a aceitação de erros e, portanto, o aprendizado com eles.

O problema é que a diferença entre buscar excelência e ser perfeccionista muitas vezes pode ser pequena e, em alguns casos, imperceptível.

Como diagnosticar?

Faça o seguinte teste: você é daquele(a)s que vive duvidando da qualidade do seu próprio trabalho, frequentemente procrastina o início das tarefas e deixa tudo para a última hora e, depois, se sente culpado achando que poderia ter feito melhor?

Cuidado, esse é um dos primeiros sinais de que o perfeccionismo pode estar rondando sua pessoa. O próximo passo é saber quando esse comportamento passa a ser prejudicial e, aqui uma boa notícia, como você pode lidar com ele.

Como combater o perfeccionismo?

Aceite a imperfeição – entenda que errar faz parte do crescimento. A jornalista norte-americana Bené Brown em seu livro “A coragem de ser imperfeito“ trata desse tema com maestria e nos ensina que reconhecer nossas vulnerabilidades não nos faz menores, muito pelo contrário, é um exercício de humildade.

Defina padrões e metas realistas – busque fazer o melhor dentro do possível, sem exigir a perfeição. Muitas vezes colocamos a vara alta demais para as condições atuais. Faça o teu melhor com as condições que você tem hoje, até que tenha condições que te permitam fazer melhor ainda, nos ensina o professor Cortella.

Valorize o processo – o aprendizado e a evolução são tão importantes quanto o resultado final. A verdade é que aprendemos mais com os erros de percurso do que com o pódio da chegada.

Evite a procrastinação – comece mesmo sem estar 100% pronto, ajustando no caminho.

Ressignifique o erro – reconheça as falhas como oportunidades de aprendizado, não como fracassos. Tudo é uma questão de ponto de vista.

Equilibre autoexigência e autocompaixão – seja gentil consigo mesmo e reconheça suas conquistas.

Celebre suas conquistas: afinal, elas são o resultado do nosso esforço, crescimento e motivação para seguir em frente e, nos levar a um novo patamar.

Busque feedback: ter conversas abertas sobre você e seu trabalho, com pessoas em quem confia, ajuda a identificar padrões comportamentais que talvez, no dia-a-dia, você  não perceba; dentre esses padrões podem estar alguns que dizem respeito ao perfeccionismo.

Por fim, buscar a excelência é saudável quando feito com equilíbrio. O segredo é avançar sempre, sem se prender à ilusão da perfeição. A frase, “o feito hoje é melhor que o perfeito sei lá quando”  ajuda a entender o recado.

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